quinta-feira, 25 de junho de 2009

Sobre a Bíblia Sagrada II...

Há milhões de pessoas que crêem que a Bíblia é a palavra inspirada por Deus – milhões que
pensam que este livro é um báculo e um guia, um conselheiro e um consolador; que preenche o presente
com paz e o futuro com esperança – milhões que crêem que é a fonte da lei, da justiça e da clemência, e
que o mundo deve sua liberdade, riqueza e civilidade aos seus sábios e benignos ensinamentos – milhões
que acreditam que este livro é a revelação da sabedoria e do amor de Deus ao cérebro e coração do
homem – milhões que consideram este livro como uma tocha que sobrepuja a escuridão da morte e
derrama seu brilho em outro mundo – um mundo sem lágrimas.
Entretanto, esquecem-se de sua ignorância e selvageria, de seu ódio à liberdade, de sua
perseguição religiosa; lembram-se do céu, mas esquecem-se do calabouço da dor eterna. Esquecem-se
de que aprisiona a mente e corrompe o coração. Esquecem-se de que é um inimigo da liberdade
intelectual. A liberdade é minha religião. Liberdade das mãos e da mente – no pensar e no trabalhar.
Liberdade é uma palavra odiada pelos reis e amaldiçoada pelos papas. É uma palavra que despedaça
tronos e altares – que deixa a coroa sem súditos e as mãos estendidas da superstição sem esmolas.
Liberdade é a conseqüência, o fruto da justiça – o perfume da clemência. Liberdade é a semente e o solo,
o ar e a luz, o orvalho e a chuva do progresso, o amor e a alegria.

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