sexta-feira, 19 de junho de 2009

Desvanecendo afastado na névoa


Morto, embaixo de um céu noturno me encontro, a olhar para essas estrelas brilhantes. Meus olhos as contemplam. Minha força desaparece.
Tudo está em torno de mim, e eu sinto a natureza se movimentando. Como lobos que rasgam a cortina da noite, o frio ascende em meu cadáver. Minha alma está andando para sua libertação, lacero meu corpo afim de libertá-lo.
Levanto-me do mundo natural, o esplendor da escuridão. Olho para trás, e encontro meu corpo de pulsos abertos. Na minha frente, um caminho de neve se abre. No fundo, distante, eu vejo uma luz. Uma luz que eu jamais alcançarei.
A névoa está se levantando do solo e alguns seres espectrais aparecem. Eles me conduzem para longe deste lugar de sofrimento. Conheço cada um deles, são memórias triste de meu passado.
Leva-me para longe deles, pois essa presença é insuportável. Leva-me para longe de minha tristeza. Eu me matei para fugir disso tudo!
Por que vocês não me deixam em paz?
Me deixem sozinho!
Deixem meu espírito desvanecer afastado em névoa..

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