Sobre a Bíblia Sagrada III...
Este livro, a Bíblia, perseguiu – às vezes até a morte – os melhores e mais
sábios dentre os homens. Este livro atravancou e paralisou o progresso da raça humana. Este livro envenenou as fontes do conhecimento e descaminhou as energias do homem.
Este livro é inimigo da liberdade – apóia a escravidão. Este livrou semeou o ódio em famílias e
nações, alimentou as chamas da guerra e empobreceu o mundo. Este livro é o sustentáculo dos reis e tiranos – o escravizador de mulheres e crianças. Este livro corrompeu parlamentos e cortes. Este livro fez com que faculdades e universidades ensinassem erros e odiassem a ciência. Este livro encheu a cristandade de seitas odiosas, cruéis, ignorantes e autoritárias. Este livro ensinou o homem a matar seus semelhantes em nome de Deus. Este livro fundamentou a Inquisição, inventou instrumentos de tortura, construiu calabouços nos quais homens bondosos apodreciam, forjou as correntes que se enferrujaram envolvendo seus corpos e erigiu os patíbulos nos quais foram mortos. Este livro colocou os justos em troncos. Este livro despojou a razão da mente de milhões e encheu os asilos de malucos.
Internal Winter
Autores: Aline Ávila Santos, Jaqueline Pereira da Silva e William Torres.
Qual o mérito que há em louvar o belo, justo, correto; quando há tanta mediocridade contida neles? Já o horrendo, infame e errôneo são geralmente muito mais interessantes e notáveis. Na arte e na vida.
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quinta-feira, 25 de junho de 2009
Sobre a Bíblia Sagrada II...
Há milhões de pessoas que crêem que a Bíblia é a palavra inspirada por Deus – milhões que
pensam que este livro é um báculo e um guia, um conselheiro e um consolador; que preenche o presente
com paz e o futuro com esperança – milhões que crêem que é a fonte da lei, da justiça e da clemência, e
que o mundo deve sua liberdade, riqueza e civilidade aos seus sábios e benignos ensinamentos – milhões
que acreditam que este livro é a revelação da sabedoria e do amor de Deus ao cérebro e coração do
homem – milhões que consideram este livro como uma tocha que sobrepuja a escuridão da morte e
derrama seu brilho em outro mundo – um mundo sem lágrimas.
Entretanto, esquecem-se de sua ignorância e selvageria, de seu ódio à liberdade, de sua
perseguição religiosa; lembram-se do céu, mas esquecem-se do calabouço da dor eterna. Esquecem-se
de que aprisiona a mente e corrompe o coração. Esquecem-se de que é um inimigo da liberdade
intelectual. A liberdade é minha religião. Liberdade das mãos e da mente – no pensar e no trabalhar.
Liberdade é uma palavra odiada pelos reis e amaldiçoada pelos papas. É uma palavra que despedaça
tronos e altares – que deixa a coroa sem súditos e as mãos estendidas da superstição sem esmolas.
Liberdade é a conseqüência, o fruto da justiça – o perfume da clemência. Liberdade é a semente e o solo,
o ar e a luz, o orvalho e a chuva do progresso, o amor e a alegria.
Há milhões de pessoas que crêem que a Bíblia é a palavra inspirada por Deus – milhões que
pensam que este livro é um báculo e um guia, um conselheiro e um consolador; que preenche o presente
com paz e o futuro com esperança – milhões que crêem que é a fonte da lei, da justiça e da clemência, e
que o mundo deve sua liberdade, riqueza e civilidade aos seus sábios e benignos ensinamentos – milhões
que acreditam que este livro é a revelação da sabedoria e do amor de Deus ao cérebro e coração do
homem – milhões que consideram este livro como uma tocha que sobrepuja a escuridão da morte e
derrama seu brilho em outro mundo – um mundo sem lágrimas.
Entretanto, esquecem-se de sua ignorância e selvageria, de seu ódio à liberdade, de sua
perseguição religiosa; lembram-se do céu, mas esquecem-se do calabouço da dor eterna. Esquecem-se
de que aprisiona a mente e corrompe o coração. Esquecem-se de que é um inimigo da liberdade
intelectual. A liberdade é minha religião. Liberdade das mãos e da mente – no pensar e no trabalhar.
Liberdade é uma palavra odiada pelos reis e amaldiçoada pelos papas. É uma palavra que despedaça
tronos e altares – que deixa a coroa sem súditos e as mãos estendidas da superstição sem esmolas.
Liberdade é a conseqüência, o fruto da justiça – o perfume da clemência. Liberdade é a semente e o solo,
o ar e a luz, o orvalho e a chuva do progresso, o amor e a alegria.
terça-feira, 23 de junho de 2009
Sobre a Bíblia Sagrada I...
Alguém precisava dizer a verdade sobre a Bíblia. Os padres não ousariam, pois seriam expulsos
de seus púlpitos. Os professores nas faculdades não ousariam, pois perderiam seus salários. Os políticos
não ousariam, pois seriam derrotados. Os editores não ousariam, pois perderiam seus leitores. Os
comerciantes não ousariam, pois perderiam seus clientes. Os homens de prestígio não ousariam, temendo
perder seus admiradores. Nem mesmo os balconistas ousariam, pois poderiam ser despedidos. Então
resolvi fazer isso eu mesmo
Alguém precisava dizer a verdade sobre a Bíblia. Os padres não ousariam, pois seriam expulsos
de seus púlpitos. Os professores nas faculdades não ousariam, pois perderiam seus salários. Os políticos
não ousariam, pois seriam derrotados. Os editores não ousariam, pois perderiam seus leitores. Os
comerciantes não ousariam, pois perderiam seus clientes. Os homens de prestígio não ousariam, temendo
perder seus admiradores. Nem mesmo os balconistas ousariam, pois poderiam ser despedidos. Então
resolvi fazer isso eu mesmo
..PARTE II
Suporto? Sim! Mas como disse, suporto a ignorância. E ressalto que ainda o faço.
Crenças, dogmas, histórias. Todas implantadas numa cabeça infantil, incapaz de distinguir o que é racional e o que não é. Tornando a lavagem cerebral muito mais rápida, fácil e eficaz. É suportável, mas somente ainda o é porque a ignorância discutida é involuntária.
O que não me convém a ser suportável, é a série de consequências que essa falta de racionalidade traz para os indivíduos, reflete na sociedade e acaba, por fim, afetando diretamente e indiretamente à mim, à minha família e aos meus amigos.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Carta de um suicida Parte IIII
Não quero que lembrem de mim como um covarde, quero que lembrem de mim como alguém que teve coragem suficiente para assumir um fato já consumado e torná-lo finalmente físico. Alguém que resolveu dar um salto em meio a toda amargura e desespero, que abriu os braços e pulou daquela cachoeira, fugindo dos zumbis que o circundavam, que também estavam mortos, sendo que ao contrário de mim, eles mentiam pra si mesmos sobre isso.
Desvanecendo afastado na névoa

Morto, embaixo de um céu noturno me encontro, a olhar para essas estrelas brilhantes. Meus olhos as contemplam. Minha força desaparece.
Tudo está em torno de mim, e eu sinto a natureza se movimentando. Como lobos que rasgam a cortina da noite, o frio ascende em meu cadáver. Minha alma está andando para sua libertação, lacero meu corpo afim de libertá-lo.
Levanto-me do mundo natural, o esplendor da escuridão. Olho para trás, e encontro meu corpo de pulsos abertos. Na minha frente, um caminho de neve se abre. No fundo, distante, eu vejo uma luz. Uma luz que eu jamais alcançarei.
A névoa está se levantando do solo e alguns seres espectrais aparecem. Eles me conduzem para longe deste lugar de sofrimento. Conheço cada um deles, são memórias triste de meu passado.
Leva-me para longe deles, pois essa presença é insuportável. Leva-me para longe de minha tristeza. Eu me matei para fugir disso tudo!
Por que vocês não me deixam em paz?
Me deixem sozinho!
Deixem meu espírito desvanecer afastado em névoa..
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Carta de um suicida Parte III

Por dentro jaz o que outrora foi um sonhador, visionário, otimista e desafiador. Simplesmente acomodei-me com a dor, lutar só a aumentava, parar de me debater poupou o mínimo para que eu tivesse uns poucos momentos de satisfação na minha vertiginosa queda rumo ao abismo que me encontro. Meu rosto sem expressão, essa melancolia estampada em meu ser de forma residente é o fedor que ultrapassa a barreira metafísica e se manifesta no físico. Já não consigo dormir, pensar, sonhar, amar. Estou morto! E sou ateu o suficiente pra reconhecer que a fábula da ressurreição de Lázaro é apenas um conto literário como qualquer outro, como a minha vida que não passou de uma piada de mau gosto.
Não culpo ninguém e culpo tudo e a todos. Foi o momento, a situação, as mazelas absorvidas ao longo de anos de humilhação, lutas, esforços, todos em vão.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
In my last mourning - Thy Light

O relógio nas mãos prega, em meu peito sinto pulsando toda a agonia de mais um dia neste mundo de escuridão. Pelas minhas narinas corre o cheiro de minha própria morte, imprimida no céu cinzento de domingo. Eu me mato, tomo minha vida...
Em meu último lamento eu percebo, que eu sempre fui o nada que temia me tornar a ser.
Carta de um suicida Parte II

É, eu morri por dentro. Por favor, não se sintam culpados, não havia nada que vocês poderiam ter feito pra me ajudar, e talvez até tentassem se eu desabafasse com alguém minha intenção de fazer o que devo ter feito já que estão lendo minha despedida.
Várias coisas me mataram aos poucos por dentro, consumiram minha vontade de tentar. As coisas muitas vezes dão errado e aquela história de que “Deus sabe o que faz” ajuda por um tempo, engana um pouco a gente e faz com que tenhamos a esperança que um dia as coisas vão mudar de figura, que vai pra frente, mas às vezes não vai, essa desculpa ficou tão vazia pra mim quanto o conceito de Deus, ou ele está em algum universo paralelo ou está muito alto lá em cima que meus soluços e gritos por clemência não conseguiram acordá-lo.
terça-feira, 16 de junho de 2009
Carta de um suicida
O que dizer a vocês amigos?
Sinto-me perdido e covarde, talvez pela concepção geral de que isso é uma fuga, um não querer enfrentar os fatos e dar a volta por cima. Não concordo muito com essa concepção, o que dizer dos etíopes? São covardes, burros e preguiçosos por morrerem de aids e inanição? Será que do mesmo jeito que se alimenta o corpo com proteínas, vitaminas sais e água também não devemos alimentar a mente pra que não morramos por dentro e apenas completemos o processo com o corpo?
Sinto-me perdido e covarde, talvez pela concepção geral de que isso é uma fuga, um não querer enfrentar os fatos e dar a volta por cima. Não concordo muito com essa concepção, o que dizer dos etíopes? São covardes, burros e preguiçosos por morrerem de aids e inanição? Será que do mesmo jeito que se alimenta o corpo com proteínas, vitaminas sais e água também não devemos alimentar a mente pra que não morramos por dentro e apenas completemos o processo com o corpo?
sexta-feira, 12 de junho de 2009
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