quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Sonetos de Shakespeare


Como pode querer tema minha Musa,
Se vives e ao meu verso estás doando
Teu próprio tema sem que reproduza
Algum papel vulgar tal brilho brando?
Oh! louva-te a ti mesma, se algo em mim
Achares de valor com olhar honrado;
Pois quem tão vil será que nao, enfim,
Fala de ti, se és luz de todo achado?
Se entao a Musa dez, que vale dez
Vezes do rimador as nove herdades,
E aquele que te invoca deixa a vez
Para que seu verso dure a eternidade.
Se a minha Musa vale por memória
É meu o esforço, mas é tua a glória.

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